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PERFIL DO USUÁRIO
Sandro 3õ - Arqueiro Zen, 38 anos, zen budista, galo no chinês, signo de virgem, ascendente em leão, lua em aquário ORKUT MSN: sandro30sp@msn.com
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Sorria
(Texto do meu brother Devir 108) O mundo não foi criado por um Deus mau humorado que quer nos testar, certo? Se assim fosse realmente deveríamos ser mais cinzentos. A realidade não é séria...é pura brincadeira. Pensar que ela é alguma coisa séria ou alguma coisa importante é puro apego. Samsara é fruto de nossa brincadeira, e a terra é um playground. Como em todo esporte ou brincadeira, alguns quebram a perna, outros sofrem uma contusão, outros trapaceiam. A realidade simplesmente é o que é. É feliz se formos felizes, é triste se formos tristes. O ensinamento do iluminado é só pra aprendermos a brincar. É só pra aprendermos a ser felizes. Se pensarmos que tudo é uma grande brincadeira, não teremos motivo para ter raiva de ninguém, nem pra sofrer por coisa alguma. Poderíamos começar pelo sorriso. SORRIA Video: Mahnahmahnah! de Jim Henson, recebido da minha amiga Angela Outubro 27, 2007
RAIVA É UMA ENERGIA
Esta história pertence aos anais japoneses, raramente se encontrará uma referencia direta, mas me foi contada por um grande mestre. Conta-se que no Japão, com a morte do Imperador, sua esposa e seu filho recém nascido forma mandados para uma cabana em meio a uma floresta. Devido a situação de guerra que enfrentava seu pais, aquela mãe teve de plantar cada legume que dava para aquele garoto comer. O garoto pela manhã levantava-se e andava dois quilometros pelo gelo para ir cedo para a escola. Nas 8 horas que passava na escola, sua mãe caminhava pela floresta desenterrando as poucas raizes que poderia usar na sopa do jantar. Um dia, entre o ir e vir da escola, o garoto encontrou um cachorrinho que tornou-se seu único amigo. Ele o acompanhava na ida e na vinda e todo dia, dormia na soleira da porta, esperando que o garoto fosse passear com ele. O garoto foi se afeiçoando com o cachorro e durante a noite, acabou por trazendo ele para dentro de sua casa e dividindo sua rala sopa, que agora era praticamente o caldo de um feijão. Sua mãe se esforçava para sorrir em franco desespero de imaginar que amanhã não teria o que dar para aquela criança comer. Dois dias se passaram e o garoto volta da escola, mas mesmo tendo gritado por dois quilometros, não conseguiu encontrar seu companheiro. Entrou em sua casa, cumprimentou sua mãe e sentou-se para comer uma suculenta sopa de carne. Interrompeu seu prato na metade e foi até o meio da nevasca gritar por seu cãozinho. Da porta sua mãe ordenou que o garoto voltasse e terminasse seu prato. Obediente e amoroso, o garoto comeu sua sopa apressado e ficou por duas horas andando debaixo da neve até quase a hiportermia. Sua mãe em desespero, foi atrás do garoto, trouxe ele nos ombros apesar dos protestos. Sentiu-o na mesa, colocou seu único cobertor em seu corpo, acendeu a lareira e em prantos confessou: -Filho, me perdoe. Seu cãozinho não vai voltar. A carne dele foi tudo que encontrei para fazer hoje a sua sopa. O garoto revoltou-se e correu para a neve e caindo de joelho, em prantos, jurou para si mesmo: - Trabalharei muito, mas muito mesmo, para que nunca mais tenha de comer um amigo novamente. E esse garoto cumpriu essa promessa: Tornou-se o Imperador Hirohito do Japão. Entre criticas e elogios, este Imperador mudou o rumo da história a Humanidade. Existem controvérsias sobre a veracidade desta história, porém tendo sido ouvida pela primeira vez no que hoje se chama Instituto Tadashi Kadamoto, prefiro acreditar nela, além de não denegrir sua verdadeira moral. A MORAL É: RAIVA É A MAIS PODEROSA ENERGIA. USADA COM SABEDORIA PODE MUDAR O RUMO DA HISTORIA DO PLANETA. Deixo por fim um mantra da geração Punk que canta exatamente isso. Eu posso estar errado, eu posso estar certo Eu posso estar errado, eu posso estar certo Eu posso estar errado, eu posso estar certo Eu posso ser preto, eu posso ser branco Eu posso estar certo, eu posso estar errado Eu posso ser branco, eu posso ser preto Seu tempo está chegando, sua segunda pele O custo tão alto e o lucro tão baixo ande por entre o vale O que o trabalho escreveu é uma mentira Poder subir na vida com você Eu posso estar errado, eu posso estar certo Eu posso ser preto, eu posso ser branco Eu posso estar errado, eu posso estar certo Eu posso ser preto, eu posso ser branco Eu posso estar certo, eu posso estar errado Eu posso ser branco, eu posso ser preto Eles puseram um arame quente na minha cabeça As coisas que eu penso, eu falo e faço Eles fazem esses sentimentos acontecerem Cidadão modelo em qualquer lugar Raiva é a energia Que a Estrada se levante com Você S2 Outubro 25, 2007
REVISANDO
As 4 Nobres Verdades de Buddha: 1) A vida (um estado da mente) é sofrimento (um estado da mente) 2) A causa (um estado da mente) do sofrimento (um estado da mente) é o desejo (um estado da mente) 3) A cessação (um estado da mente) do sofrimento (um estado da mente) é se ver livre (um estado da mente) do desejo (um estado da mente) 4) O modo de faze-lo (um estado da mente) é o Nobre Caminho Octuplo (8 estados da mente). Portanto: Se quer mudar sua vida, mude o Estado da Sua Mente! Outubro 24, 2007
O MISTÉRIO DO SONHO
Uma máquina ativa, com propósito, que sai à noite para brincar Benedict Carey ![]() A tarefa parece tão simples quanto um exercício da "Vila Sésamo". Estudar pares de ovos de Páscoa em uma tela de computador e memorizar como foram arranjados pelo computador: o ovo água à frente do arco-íris, o paisley (estampado escocês) à frente do coral -e há apenas seis ovos aqui. A maioria das pessoas pode estudar estes pares por cerca de 20 minutos e tirar nota máxima, mesmo um dia depois. Mas são muito menos precisas na escolha entre dois ovos que não foram diretamente comparados: água à frente de arco-íris, mas isto significa que está à frente do paisley? É nebuloso. Isto é, é nebuloso até que você durma. Em um estudo publicado em maio, pesquisadores das universidades de Harvard e McGill informaram que os participantes que dormiram após jogar este jogo marcaram significativamente mais pontos em um novo teste do que aqueles que não dormiram. Enquanto dormiam, eles aparentemente descobriram o que aparentemente não conseguiam enquanto estavam acordados: a estrutura da hierarquia simples que ligava os pares, paisley à frente de água, à frente de arco-íris e assim por diante. "Nós achamos que o que acontece durante o sono é que você amplia a abertura da memória e é capaz de ver o quadro maior", disse o principal autor do estudo, Matthew Walker, um neurocientista que atualmente está na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Ele acrescentou que muitos destes entendimentos ocorrem "apenas quando você entra neste mundo das maravilhas do sono". Os cientistas tentam determinar por que as pessoas precisam de sono há mais de 100 anos. Eles não aprenderam muito mais do que qualquer novo pai descobre rapidamente: perda de sono deixa você mais propenso a erros, emocionalmente mais frágil, menos capaz de se concentrar e quase certamente mais vulnerável a infecção. Eles também sabem que algumas pessoas precisam apenas de três horas de sono por noite, ou até menos, e que há algumas almas robustas que permaneceram acordadas por mais de uma semana sem problemas de saúde significativos. Agora, um pequeno grupo de neurocientistas está argumentando que pelo menos uma função vital do sono está ligada ao aprendizado e memória. Uma enxurrada de novas descobertas, em animais e seres humanos, sugere que o sono tem um papel crítico na rotulação e armazenamento de memórias importantes, tanto físicas quanto intelectuais, assim como talvez vendo associações sutis que eram invisíveis no estado desperto- uma nova forma de resolver um problema matemático ou de ovos de Páscoa, mesmo um padrão invisível que causava desgaste em um casamento. A teoria é controversa e alguns cientistas insistem que ainda está longe de estar claro se o cérebro no estado de sono pode fazer algo com as memórias que o cérebro desperto também não possa, em momentos de contemplação silenciosa. Mas a nova pesquisa ressalta uma vasta transformação na forma como os cientistas passaram a entender o sono do cérebro. Antes visto como uma tela em branco, uma metáfora para a morte, ele despontou como uma máquina ativa, com propósito, uma inteligência secreta que sai à noite para brincar -e trabalhar- durante períodos de sonho e durante o limbo conhecido como sono profundo. "Para fazer ciência é preciso ter uma idéia e por anos ninguém teve uma; as pessoas viam o sono como nada exceto uma aniquilação da consciência", disse J. Allan Hobson, um professor de psiquiatria de Harvard. "Agora o nosso conhecimento é diferente e temos algumas idéias muito boas sobre o que está acontecendo." A evidência estava lá o tempo todo. Bebês fazem movimentos de mamar enquanto dormem e suas pálpebras fechadas estremecem, como se os olhos sob elas tivessem vida própria. Mas só foi no início dos anos 50, em um laboratório da Universidade de Chicago, que os cientistas registraram e identificaram o que estava acontecendo. Eugene Aserinsky, na época estudante de doutorado em fisiologia, estava monitorando o sono e despertar de seu filho de 8 anos, usando eletrodos ligados à cabeça do menino, conectados a uma máquina leitora de ondas cerebrais. Ele também fixou dois eletrodos nas pálpebras do menino, para avisar quando o menino acordou. Certa noite ele notou padrões de onda que mostravam que o garoto tinha despertado. Mas ele continuava dormindo. Aserinsky confirmou a atividade em outras pessoas e, em 1953, ele e seu orientador, Nathaniel Kleitman, publicaram o resultado em um artigo agora famoso na revista "Science". Eles posteriormente chamaram o estado estranho, inconsciente, de sono de movimento rápido dos olhos ou REM (segundo a sigla em inglês). "Aquele foi realmente o início da pesquisa moderna do sono, apesar de ninguém saber na época", disse William Dement, na época um estudante de medicina no laboratório de Kleitman e atualmente um professor de psiquiatria e medicina do sono da Universidade de Stanford. "Foram necessários anos para as pessoas perceberem o que tínhamos." Dement, estimulado pelas teorias de Freud sobre os sonhos, rapidamente se lançou no estudo do REM. Ele descobriu que era universal e ocorria periodicamente durante a noite, se alternando com outros estados. Ele lhes deu nomes: estágios 3 e 4, ou sono profundo, quando as ondas elétricas são traçadas tão baixas quanto ondulações do meio do oceano; estágio 2, um estágio intermediário entre o REM e o sono profundo; e o estágio 1, sono leve. Ele também confirmou a ligação entre REM e o sonhar, e por algum tempo as esperanças da pesquisa do sono -e o dinheiro para ela- aumentaram. Mas Dement, Hobson e outros encontraram poucas evidências em seus estudos que confirmassem que os sonhos eram os desejos proibidos, disfarçados, descritos por Freud. Eles encontraram um emaranhado de aparentes ansiedades, fantasias e repetições vívidas, frequentemente absurdas, de eventos que exibiam poucos padrões verificáveis ou funções mensuráveis. Eles atingiram uma parede e a pesquisa do sono, como seu assunto noturno, passaram do entusiasmo do REM de volta ao vazio. "Ocorreu aquela grande empolgação, seguida basicamente por 40 anos de nada; foi simplesmente horrível", disse Robert Stickgold, um neurocientista cognitivo de Harvard. "Apenas um período de trevas." O sol nasceu em 1994, em Rehovot, Israel. Lá, uma equipe de pesquisa liderada por Avi Karni descobriu que privar as pessoas do sono REM prejudicava a memória dos padrões que tinham aprendido no dia anterior, enquanto privá-las do sono profundo não. Este resultado gerou mais perguntas que respostas -os participantes estavam simplesmente sonolentos ou estressados? Por que justo o REM? Qual o propósito dos outros estados do sono?- mas foi um convite aos pesquisadores interessados no assunto. "Eu telefonei imediatamente para Karni e ele me enviou todos seus protocolos, tudo", disse Stickgold. Outros também o procuraram. O campo estava despertando e agora voltava seu foco para uma área há muito negligenciada: aprendizado e memória. Desde então os resultados de estudos passaram a surgir quase rápido demais para serem digeridos, sugerindo que no estado de sono o cérebro trabalha com a informação aprendida como um separador de moedas. Ele primeiro destila as lembranças do dia antes de separá-las -vocabulário, fatos históricos e moedas de 10 centavos aqui; escalas de violoncelo, arremessos de basquete e moedas de 25 centavos ali. Ele então as agrupa em montes legíveis, em momentos diferentes da noite. Na prática, os estágios do sono parecem ser especializados em lidar com tipos específicos de informação, sugere o estudo. Em uma recente tarde de segunda-feira no laboratório de Stickgold, no Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, um estudante de pós-doutorado, Matthew Tucker, estava realizando um estudo sobre o efeito dos cochilos sobre as palavras memorizadas. Em uma sala vizinha, um estudante da Universidade de Boston estudava uma lista com 48 pares de palavras; em outra, um estudante da Universidade de Massachusetts tinha acabado de estudar e estava se reclinando para um cochilo, seu rosto coberto de eletrodos, como sanguessugas com antenas. "Estudantes universitários estão sempre prontos para um cochilo; não temos problemas com isso", disse Tucker, enquanto andava de um lado para outro, checando seu relógio, cronometrando o cochilo de um estudante e o período de estudo do outro. Ele se sentou por um momento. "Nós estamos descobrindo que se uma pessoa tira um cochilo que contém sono de onda lenta -sono profundo- o desempenho das tarefas de memória declarativa, que exigem memorização de informação baseada em fato como palavras casadas, é ampliado em comparação a uma pessoa que não tira um cochilo", disse Tucker. Estudos anteriores do sono noturno apontaram a mesma coisa. A memória de fatos aprendidos, sejam nomes, lugares, números ou verbos em persa, parece se beneficiar em parte com o sono profundo. Pessoas que dormem bem geralmente entram em sono profundo cerca de 20 minutos após suas cabeças encostarem no travesseiro. Elas podem passar uma hora ou mais nestes estados profundos no início da noite, e geralmente menos tempo posteriormente. Resumindo, quando se está acumulando informação, pode ser melhor dormir cedo e acordar cedo, do que ficar estudando até as 2 horas da manhã, sugere a pesquisa. O sono REM, grande parte do qual ocorre mais tarde na noite, parece importante para reconhecimento de padrões -para aprendizado de gramática, por exemplo, observar pássaros ou jogar xadrez. Em um estudo de 2003, Sara Mednick, na época em Harvard e atualmente na Universidade da Califórnia, em San Diego, liderou uma equipe que fez com que 73 pessoas entrassem no laboratório às 9 horas da manhã e aprendesse a discriminar uma série de padrões texturizados. Alguns dos participantes então tiraram um cochilo de cerca de uma hora às 14 horas e outros não. Quando testados novamente às 19 horas, o grupo que descansou se saiu ligeiramente melhor. Quando testados novamente na manhã seguinte, após todos terem dormido à noite, o grupo que tirou um cochilo se saiu muito melhor. Os cochilos incluíram tanto sono REM quanto profundo. "Nós achamos que o cochilo que contém ambos os estados faz o mesmo pela consolidação da memória que o sono noturno", quando se trata do aprendizado do reconhecimento de padrão, disse Mednick. Não que o estágio 2 seja um corredor vazio entre destinos. Em uma série de experiências que iniciou no começo dos anos 90, Carlyle Smith, da Universidade de Trent, no Canadá, encontrou uma forte associação entre a quantidade de sono do estágio 2 que uma pessoa tem e a melhoria no aprendizado de tarefas motoras. Dominar uma guitarra, um taco de hóquei ou um teclado são todas tarefas motoras. Os músicos, entre outros, sentem isto há eras. Uma peça que frustra os dedos durante a prática noturna freqüentemente flui pela manhã. Mas apenas nos últimos anos a ciência os alcançou e deu forma prática ao que sabiam instintivamente. Por exemplo, Smith disse que as pessoas costumam ter grande parte de seu sono do estágio 2 na segunda metade de noite. "A implicação disto é que se você está se preparando para uma apresentação, um recital de música, digamos, ou uma exibição de skate, é melhor ficar acordado até tarde do que acordar realmente cedo", ele disse em uma entrevista. "Estes treinadores que fazem os atletas ou artistas acordarem às 5 horas da manhã, eu acho que é loucura." Apesar de toda esta informação, os pesquisadores da memória ainda precisam entender o quadro completo de como todas as peças se encaixam. Cada um tem uma teoria, mas elas divergem: Smith se concentra no estágio 2, outros no sono profundo, outros no REM ou uma combinação de REM e sono profundo. E ninguém sabe como as diferenças individuais entre aqueles que dormem tarde e aqueles que dormem cedo, por exemplo, afetam o aprendizado noturno. Além disso, disse Jerome Siegel, um professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, milhões de pessoas tomam medicamentos que suprimem o REM sem apresentarem problemas sérios de memória. "Eu não descartaria a possibilidade do sono contribuir para a consolidação do aprendizado e da memória, mas a alegação é de que é essencial, que faz algo que o cérebro desperto não faz, e a pesquisa não mostra isto", disse Siegel. Mesmos os universitários que passam a noite acordados fornecem evidência de que alguma consolidação ocorre durante o estado desperto, ele disse. "Os universitários sabem que a melhor forma de aprender as coisas não é ficando acordado a noite toda, porque isto afetará seu julgamento", disse Siegel, "mas não importa quão bom seja seu julgamento se a informação não estiver lá. E os estudantes sabem por experiência que muita informação está." Um motivo para alguns neurocientistas estarem confiantes de que o estado de sono do cérebro está trabalhando ativamente com as informações do dia é porque viram com seus próprios olhos -ou ao menos ouviram. Em seu laboratório no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Matthew Wilson estuda ratos e camundongos usando o que parecem chapéus de Carmen Miranda. Eles são implantes ultraleves por meio dos quais os pesquisadores inserem cabos como fios de cabelo para registrar a atividade de células individuais nas profundezas do cérebro, no hipocampo esquerdo e direito, onde as memórias do dia são gravadas. Pesquisa anterior mostrou que o hipocampo é espacialmente sensível: ele parece literalmente casar a atividade de neurônios individuais com localizações fora do corpo. Acredita-se que estes sistemas funcionem de forma semelhante em seres humanos e roedores. Os computadores registravam a ativação das células em tempo real e podiam transmiti-las por alto-falantes. "Eu às vezes escutava esta música de fundo do cérebro enquanto os animais estavam dormindo, e comecei a ouvir esta seção que soava muito com o padrão de quando os animais estavam no labirinto", disse Wilson em uma entrevista. "Eu reconheci o padrão de ativação." O caminho do labirinto é uma memória importante para estes animais; trata de tudo o que sabem. Em um estudo publicado em dezembro passado, Wilson e Daoyun Ji relataram que enquanto os animais dormiam, eles registraram a conversa dos neurônios no centro visual do neocórtex, seguida por uma aparente resposta do hipocampo -e não uma resposta qualquer, mas uma repetição da atividade no hipocampo que ocorreu durante a tarefa no labirinto. Wilson acha que este é um tipo de conversa off-line entre o neocórtex, que está envolvido no aprendizado consciente no estado desperto, e o hipocampo. "O que percebemos é que a luz acende no neocórtex uma fração de segundo antes de acender no hipocampo, como se o córtex estivesse pedindo informação", ele disse. Segundo ele, este processo provavelmente é semelhante ao que acontece quando as pessoas fazem uma pausa para refletir, sem distrações, selecionando entre as experiências do dia, também rotulando detalhes importantes, repassando eventos. "A pergunta não é se este é um processo essencial; ele é", disse Wilson. "A pergunta é se há algo acontecendo durante este processo que é único do estado de sono." Subimal Datta, um neurocientista na outra margem do rio, na Escola de Medicina da Universidade de Boston, pensa o mesmo. Em seus estudos de animais, ele documentou que durante o sono o cérebro é tomado por um banho químico diferente de qualquer outro que ocorre durante o estado desperto. Os níveis de transmissores inibidores aumenta acentuadamente e os níveis de muitos ativadores caem, ou são desativados totalmente. Segundo Datta, mesmo antes do REM é detectável um pequeno conjunto de células no tronco encefálico estimulando um aumento do glutamato -um neurotransmissor ativador- que leva a uma síntese de proteína e outras mudanças que apóiam o armazenamento de memória de longo prazo. "Durante o estado desperto nós temos milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo, a biblioteca está sendo cheia e não podemos processar tudo", disse Datta. Enquanto está acordado, o cérebro também está reunindo muitas informações valiosas subconscientemente, ele disse, sem que a pessoa esteja ciente disto. "É durante o sono que temos esta condição especial de desembaraçar esta sobrecarga, e estes processos REM então ajudam a guardar o que é importante", disse Datta. No jargão do campo, a "razão entre sinal e ruído" se torna mais forte. O traço neural das trivialidades é enfraquecido, detalhes cruciais são repetidos e reforçados. Os sonhos ainda desafiam a medição científica, mas eles também têm um lugar na teoria em evolução do aprendizado dependente do sono. É provavelmente durante o REM, argumentam alguns cientistas, que o cérebro realiza a mistura, associação e manipulação dos traços de memória que preservou, à procura de conexões escondidas que ajudam a compreender o mundo. A experiência de vida é cortada e reordenada, peneirada e misturada de novo. Este processo pode ser o responsável pelas cenas absurdas, desconexas, que ocorrem durante os sonhos: o caleidoscópio da experiência destilada está sendo virado. Também pode ser responsável pelo dom dourado freqüentemente atribuído a sono noturno: inspiração. Segundo relatos de algumas pessoas, o sono noturno mudou seu mundo. Foi supostamente durante o sono que a tabela periódica de elementos do cientista russo Dmitri Mendeleev se encaixou no lugar. Friedrich August Kekule, um químico do século 19, disse que solucionou a estrutura química do anel de benzeno -uma descoberta importante- quando sonhou com uma cobra mordendo o próprio rabo. Atletas, como o golfista Jack Nicklaus, também já falaram sobre inspiração vinda durante o sono. Pequenas correções na técnica são reveladas; armadilhas são evitadas; montanhas se movem. "Faz sentido tais entendimentos ocorrerem durante o REM", disse Walker. "Quero dizer, que melhor momento para repassar todos estes diferentes cenários, soluções e idéias do que nos sonhos, onde não há conseqüências?" O problema, ele e outros disseram, é como estudá-lo. Isto, concorda a maioria dos neurocientistas, exigirá um bocado de pensamento criativo -tanto diurno quanto noturno. Tradução: George El Khouri Andolfato Outubro 23, 2007
Pais e Filhos
(Gibran Kalil Gibran) Recebi um email muito amoroso no meio da noite. Não pude deixar de dividir com quem lê este blog. Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, Porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; Pois suas almas moram na mansão do amanhã, Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: Pois assim como ele ama a flecha que voa, Ama também o arco que permanece estável. Buscando o titulo do texto, acabei caindo numa pagina de um site que acesso frequentemente: http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/06/pais_e_filhos.html O texto da pagina acaba assim: Pais, criem seus filhos doando de si o melhor de sua personalidade, não o pior. Lembrem-se da Lei do retorno: um dia você poderá ser o filho deles. Filhos, tentem aprender o máximo com os seus pais; antiquado não é sinônimo de ruim; absorva o que eles têm de melhor para ofereceram, descarte o pior, e repasse o aprendizado para seus próprios filhos. Agradeço ao rouxinol que me trouxe esse texto no bico na calada da noite. S2 Outubro 22, 2007
O QUE É AMOR?
(Um email que recebi hoje) Esta foi uma pesquisa séria feita por profissionais de educação e psicologia com um grupo de crianças de 4 a 8 anos. Respostas: AMOR É QUANDO ALGUÉM TE MAGOA, E VOCÊ, MESMO MUITO MAGOADO, NÃO GRITA, PORQUE SABE QUE ISSO FERE SEUS SENTIMENTOS MATHEW, 6 ANOS QUANDO MINHA AVÓ PEGOU ARTRITE, ELA NÃO PODIA SE DEBRUÇAR PARA PINTAR AS UNHAS DOS DEDOS DO PÉ. MEU AVÔ, DESDE ENTÃO, PINTA AS UNHA PARA ELA. MESMO QUANDO ELE TEM ARTRITE REBECCA, 8 ANOS AMOR É QUANDO UMA MENINA COLOCA PERFUME E O MENINO COLOCA LOÇÃO PÓS-BARBA, E ELES SAEM JUNTOS E SE CHEIRAM KARL, 5 ANOS EU SEI QUE MINHA IRMÃ MAIS VELHA ME AMA, PORQUE ELA ME DÁ TODAS AS SUAS ROUPAS VELHAS E TEM QUE SAIR PARA COMPRAR OUTRAS LAUREN, 4 ANOS AMOR É COMO UMA VELHINHA E UM VELHINHO QUE AINDA SÃO MUITO AMIGOS, MESMO CONHECENDO HÁ MUITO TEMPO TOMMY, 6 ANOS QUANDO ALGUÉM TE AMA, A FORMA DE FALAR SEU NOME É DIFERENTE BILLY, 4 ANOS ( liiiiinnndooo!) AMOR É QUANDO VOCÊ SAI PARA COMER E OFERECE SUAS BATATINHAS FRITAS, SEM ESPERAR QUE A OUTRA PESSOA TE OFERECA AS BATATINHAS DELA CHRISSY, 6 ANOS (sem dúvida, a mais profunda!!!) AMOR É O QUE ESTÁ COM A GENTE NO NATAL, QUANDO VOCÊ PÁRA DE ABRIR OS PRESENTES E O ESCUTA BOBBY, 5 ANOS SE VOCÊ QUER APRENDER A AMAR MELHOR, VOCÊ DEVE COMEÇAR COM UM AMIGO QUE VOCÊ NÃO GOSTA NIKKA 6 ANOS. QUANDO VOCÊ FALA PARA ALGUÉM ALGO RUIM SOBRE VOCÊ MESMO E SENTE MEDO QUE ESSA PESSOA NÃO VENHA A TE AMAR POR CAUSA DISSO, AÍ VOCÊ SE SURPREENDE, JÁ QUE NÃO SÓ CONTINUAM TE AMANDO, COMO AGORA TE AMAM MAIS AINDA SAMANTHA, 7 ANOS (gente olha a profundidade dessa expressão) HÁ DOIS TIPOS DE AMOR, O NOSSO AMOR E O AMOR DE DEUS, MAS O AMOR DE DEUS JUNTA OS DOIS JENNY, 4 ANOS AMOR É QUANDO MAMÃE VÊ O PAPAI SUADO E MAL CHEIROSO E AINDA FALA QUE ELE É MAIS BONITO QUE O ROBERT REDFORD CHRIS, 8 ANOS (que sinceridade...) DURANTE MINHA APRESENTACÃO DE PIANO, EU VI MEU PAI NA PLATÉIA ME ACENANDO E SORRINDO. ERA A ÚNICA PESSOA FAZENDO ISSO E EU NÃO SENTIA MEDO CINDY, 8 ANOS AMOR É QUANDO VOCÊ FALA PARA UM GAROTO QUE LINDA CAMISA ELE ESTÁ VESTINDO E ELE A VESTE TODO DIA NOELLE, 7 ANOS NÃO DEVERÍAMOS DIZER EU TE AMO A NÃO SER QUANDO REALMENTE O SINTAMOS. E SE SENTIMOS, ENTÃO DEVERÍAMOS EXPRESSÁ-LO MUITAS VEZES. AS PESSOAS ESQUECEM DE DIZÊ-LO JESSICA, 8 ANOS AMOR É SE ABRAÇAR, AMOR É SE BEIJAR, AMOR É DIZER NÃO PATTY, 8 ANOS AMOR É QUANDO SEU CACHORRO LAMBE SUA CARA, MESMO DEPOIS QUE VOCÊ DEIXA ELE SOZINHO O DIA INTEIRO MARY ANN, 4 ANOS QUANDO VOCÊ AMA ALGUÉM, SEUS OLHOS SOBEM E DESCEM E PEQUENAS ESTRELAS SAEM DE VOCÊ KAREN, 7 ANOS DEUS PODERIA TER DITO PALAVRAS MÁGICAS PARA QUE OS PREGOS CAÍSSEM DO CRUCIFIXO, MAS ELE NÃO DISSE ISSO. ISSO É AMOR MAX, 5 ANOS (com certeza é a melhor definição de amor que eu já li até hoje) Em homenagem ao meu pequeno amiguinho filosofo,Igor. Outubro 21, 2007 |